Fundação Universidade de Pernambuco | Pobreza em números e gente: vigilância socioassistencial na Mata Sul


Objetivo do projeto: As sequelas sociais promovidas pelo Covid19 precisam ser mapeadas e, esta pesquisa visa, acima de tudo, contribuir com a função social da universidade no sentido de garantir mediante resultados confiáveis e científicos um panorama da situação de pobreza e de extrema pobreza acirrada por este contexto da pandemia. De acordo com o Acompanhamento Anual da Taxa (%) Estimada da População Pernambucana em Situação de Extrema Pobreza inseridas no Cadastro Único, apresentado dados de junho de 2021, a RD10( Região de Desenvolvimento) que insere os municípios a serem pesquisados apresentou uma taxa de pobreza e extrema pobreza na ordem de 43,2%.
O projeto POBREZA EM NÚMEROS E GENTE: georreferenciamento, pobreza e vigilância socioassistencial na Mata Sul, seguirá como suporte teórico a perspectiva ampliada de território tomada por Santos( 2002) e Telles e Cabannes (2006) que aponta ambos para o potencial humano que se insere nesses territórios, assim, a ferramenta a ser utilizada contemplará categorias que revelaram as políticas em perspectivas de trajetos e trajetórias, ou seja, os números e as pessoas que compõem os cenários e que apresentam e ocupam, por suas demandas singularizadas, as políticas públicas locais.
Essa aproximação ao território a partir desta exploração, por dentro, mediante um mapeamento, favorecerá para um processo de conhecimento e reconhecimento das diferenças e desigualdades que particularizam os territórios. Além, de nos aproximarmos das singularidades das famílias e seus diferentes graus de vulnerabilidades de famílias que habitam um mesmo espaço territorial.
Como bem pontuou Figueiredo (2021), o recurso à ferramentas tecnológicas que nos revelem os diferentes territórios possibilitará para além da “identificação dessas famílias e a inclusão das mesmas nos serviços, programas, projetos ou benefícios do SUAS materializa grande parte dos objetivos da Vigilância Socioassistencial, tornando real a contribuição dessa área para a efetivação da proteção social e dos direitos socioassistenciais” (FIGUEIREDO, 2021, p. 7)
Sendo assim, a importância social deste estudo responde as necessidades dos órgãos públicos no que diz respeito a identificação de dados sólidos que consigam mapear a realidade da pobreza garantindo dados consistentes a partir de uma ferramenta gratuita e que poderá ser replicada a partir deste contexto de experiência piloto nos municípios selecionados da Mata Sul pernambucana. Os dados referentes a pobreza e extrema pobreza do estado de Pernambuco em 38% de acordo com os dados do cadastro único da Vigilância Socioassistencial e sua inconsistência entre a população rural e urbana, poderão ser corrigidas mediante um instrumento tecnológico e com um referencial metodológico que favoreça um mapeamento mais completo.
A aproximação ao território deverá se fazer associando uma visão microscópia e telescópica, sendo assim a compreensão do território deverá partir de sua idealização para além do chão geográfico, salientado por Santos(2002) “O território tem que ser entendido como o território usado, não o território em si. O território usado é o chão mais a identidade. A identidade é o sentimento de pertencer àquilo que nos pertence. O território é o fundamento do trabalho; o lugar da residência, das trocas materiais e espirituais e do exercício da vida. ”(SANTOS, 2002. p.10)

De 10 a 13 de novembro.

Site para votação:

https://tuliogadelha.com.br/emendas-parlamentares/projeto/fundacao-universidade-de-pernambuco-pobreza-em-numeros-e-gente/