UPE participa do lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa…
UPE participa do lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa das Universidades…

A Universidade de Pernambuco (UPE), por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento de Pessoas (PRODEP), realizou, nesta terça-feira (3), no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM/UPE), a palestra “A Lei Maria da Penha existe. Então, por que a violência permanece?”. A atividade foi conduzida por Regina Célia, vice-presidente do Instituto Maria da Penha, e reuniu docentes, servidores, autoridades e integrantes da comunidade acadêmica para uma reflexão sobre os avanços e desafios no enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil.
Compuseram a mesa de abertura do encontro, o Vice-reitor da UPE, Prof. José Roberto Cavalcanti, a Pró-reitora de Desenvolvimento de Pessoas, Profª Vera Gregório, a Coordenadora de Avaliação e Desenvolvimento de Pessoas da PRODEP, Laura Fragoso, a Coordenadora de Qualidade de Vida no Trabalho, Ana Wylma Saraiva e a palestrante Regina Célia.
Durante o encontro, foram debatidos os impactos da violência de gênero na sociedade, a importância da conscientização e do fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres, além do papel das instituições de ensino na promoção dos direitos humanos e da igualdade de gênero.
A vice-presidente do Instituto Maria da Penha, Regina Célia, destacou que, embora a legislação brasileira seja referência internacional, ainda é necessário ampliar os esforços para transformar a realidade vivida por milhares de mulheres. “A Lei Maria da Penha representa uma conquista histórica e um marco na defesa dos direitos das mulheres. No entanto, a mudança cultural necessária para erradicar a violência exige o compromisso permanente das instituições, da educação e da sociedade como um todo”, afirmou Regina Célia.
Representando a gestão superior da UPE, o Vice-reitor, Prof. José Roberto Cavalcanti, ressaltou a importância de a universidade promover debates que contribuam para a formação cidadã e para a construção de uma sociedade mais justa. “A universidade tem a missão de produzir conhecimento, mas também de estimular reflexões que impactem positivamente a sociedade. Discutir o enfrentamento à violência contra a mulher é reafirmar nosso compromisso com os direitos humanos, a cidadania e a construção de uma cultura de respeito e equidade”, destacou o vice-reitor.
A Pró-reitora de Desenvolvimento de Pessoas, Profª Vera, enfatizou que a iniciativa integra as ações da UPE voltadas para a valorização da diversidade, do respeito e da inclusão. “Momentos como este fortalecem o diálogo e ampliam a conscientização sobre um tema que exige atenção permanente. É fundamental que a universidade continue sendo um espaço de escuta, acolhimento e transformação social”, afirmou.
Criada em 2006, a Lei Maria da Penha é considerada um dos principais instrumentos de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher no país. A legislação surgiu após a mobilização em torno do caso de Maria da Penha Maia Fernandes, tornando-se um marco na proteção dos direitos das mulheres brasileiras.
A palestra integrou a programação da PRODEP voltada à promoção da cidadania, dos direitos humanos e ao fortalecimento de uma cultura institucional comprometida com a equidade e o enfrentamento de todas as formas de violência.
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