vídeo-arte de egresso da ESEF/UPE recebe prêmio da Fundação Palmares

Um vídeo-arte interpretado e dirigido por um egresso do curso de Educação Física da Universidade de Pernambuco (UPE) foi premiado no edital Arte do Quilombo, realização da Fundação Cultural Palmares, vinculado ao Ministério da Cultura. ÎANDÉ (que significa “Nós”, no idioma tupi), de Adriano José dos Santos, obteve a segunda maior nota nacional em todas as categorias.

Com 7m46s de duração, foi gravado em setembro de 2020, no município de Aliança, inteiramente por celular e respeitando as normas sanitárias por conta da pandemia de Covid-19. A “cinegrafista” foi a irmã de Adriano, Francielly, que tem 11 anos. ÎANDÉ apresenta, sob uma ótica afro-diaspórica e poética, a importância das pequenas grandes ações que ajudam a perpetuar a cultura negra como um legado para crianças e jovens da Zona da Mata de Pernambuco. 

Adriano, 23 anos, que se identifica com o nome artístico de Adri Popular, concluiu o curso de bacharelado em Educação Física na Escola Superior de Educação Física (ESEF). Espera colar grau neste mês de janeiro, mas sua relação com a Universidade de Pernambuco vai além de ter comparecido às aulas - de forma presencial e depois virtual - no campus de Santo Amaro. Ele ainda é diretor do Agrupe, movimento criado na ESEF em 2014 por estudantes que tinham experiência com a dança clássica e a popular.

Em seis anos, o Agrupe evoluiu de um coletivo de bailarinos para um espaço que oferece aulas gratuitas de dança e oportunidade de estágio curricular, reunindo professores, alunos e servidores da UPE. Por causa da Covid-19, a Semana Academia sobre Dança, evento bianual, foi transferida para 2021. No ano passado, o Agrupe promoveu lives de dança e conversas com profissionais da área. Ari Popular destaca o apoio recebido das professoras Adriana Gehres e Lívia Tenório Brasileiro e espera que o movimento se torne, no futuro, um projeto de extensão da UPE.

Além do esperado diploma em Educação Física, Adri Popular é professor de dança e integrante do Balé Popular do Recife. Atua ainda como coordenador pedagógico da Escola de Frevo Zezé Corrêa, em Aliança, cenário de sua produção premiada. “O mais importante é saber a responsabilidade de passar o conhecimento adiante”, afirma ele no encerramento do vídeo em que se reconhece como artista e como educador que reflete as suas origens.

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Alunos do curso de Computação da UPE em Garanhuns participam de teste real de software

Verificar e validar, no prazo de 30 dias, um software para entrega aos clientes, gerando relatórios durante toda a fase de testes apresentando os indicadores, as metas alcançadas, as lições aprendidas e as sugestões de melhoria contínua. Esta experiência com um produto real foi vivenciada por nove alunos do curso de Computação do Campus Garanhuns da Universidade de Pernambuco (UPE). O resultado foi tão positivo que a empresa Ongold Tecnologias Empresariais do Agreste Setentrional de Pernambuco decidiu repetir a parceria em 2021.

O acordo de cooperação técnica entre o curso de Computação da UPE do Campus Garanhuns e a Ongold para a execução de atividades de desenvolvimento e qualidade de software foi negociado pelo professor Ivaldir de Farias Junior. No projeto realizado no segundo semestre de 2020, ele dividiu a turma de sua disciplina de Verificação e Validação (Foco em Teste de Software/Sistemas) em três times e cada um deles ficou responsável por um conjunto de atividades.

Por causa das regras sanitárias para o combate à pandemia de Covid-19, a Ongold montou um ambiente tecnológico para que o projeto acontecesse de forma remota. No formato home office, os alunos participaram de um workshop para conhecer a expectativa da empresa, quais ferramentas seriam utilizadas, bem como entender o produto de software a ser testado pelas equipes. O coordenador de qualidade de software da empresa interagiu com as equipes buscando atingir os objetivos estratégicos.

Por causa do curto espaço de tempo, a comunicação era diária com grupo utilizando WhatsApp, compartilhando uma pasta no Google Drive, fazendo reuniões de report semanal e elaborando uma análise de progresso, utilizando todas as ferramentas de apoio para a execução técnica (Trello, TestLink, Mantis, ERP Organizacional).

O professor Ivaldir executou o papel de gerente geral do projeto, acompanhando tudo o que ocorria no mesmo do início ao fim. Ele salienta que este projeto não foi uma simulação e sim um projeto real da empresa Ongold. Por isso, o projeto tinha cronograma a cumprir, atividades que impactavam diretamente o cliente caso ocorresse algo errado. Por este motivo, os alunos vivenciaram o que ocorre na iniciativa privada, como a cobrança, o grau de exigência, a expectativa do resultado com qualidade.

O software da Ongold é o Gerency BackOffice, uma aplicação ERP desenvolvida com o objetivo de gerir os recursos de suprimentos, financeiros, vendas e fiscais de seus clientes, usando novas tecnologias.

Diante do resultado positivo, a Ongold, empresa que tem 20 anos de mercado, premiou cada equipe com um certificado. Cada aluno recebeu ainda um brinde. Em depoimentos ao professor, os participantes destacaram que a experiência ensinou a trabalhar em equipe, desenvolvendo as suas habilidades profissionais para o planejamento, execução e entrega de tarefas.

Projeto do curso de Direito do Campus Arcoverde mapeia demandas quilombolas e ultrapassa fronteiras

 

Observação: Fotos registradas em 2019, antes das normas sanitárias decorrentes da pandemia de Covid-19

Quatro estudantes e dois egressos do curso de Direito do Campus Arcoverde da Universidade de Pernambuco (UPE) estão participando, na prática, de uma experiência pedagógica inédita de escuta de comunidades vulneráveis e levantamento de dados para embasamento de ações judiciais que já desperta o interesse de outros estados e até de outros países.

Eles integram o projeto Ser Quilombola, criado em maio de 2019 a partir de uma solicitação da Defensoria Pública da União (DPU) ao Grupo de Estudos e Pesquisas Transdisciplinares em Meio Ambiente, Diversidade e Sociedade (GEPT/UPE/CNPq) e ao Grupo de Extensão Direitos em Movimento, ambos coordenados pela professora Clarissa Marques.

Em atividades remotas em 2020 por causa da pandemia de Covid-19, o grupo – que conta ainda com um mestrando em Geografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) - manteve contato com 103 comunidades quilombolas de 41 municípios de Pernambuco, de um total de 148 certificadas pela Fundação Palmares.

Com o apoio do Grupo de Pesquisa Movimentos Sociais e Espaço Urbano (MSEU), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da UFPE (Prodema) e que utiliza técnicas de georreferenciamento, foi elaborada uma cartografia das comunidades quilombolas pernambucanas, especificando-as em mapas por mesorregião do estado e também identificando a localização por municípios.

Foram levantados dados sobre cestas básicas, acesso à água, merenda escolar e kits de higiene. Segundo Clarissa Marques, esta ação pode ser considerada uma inovação pedagógica no estudo do Direito. Ela divide a coordenação do Ser Quilombola com o defensor público federal André Carneiro (DPU).

Durante o período de isolamento social,  o grupo do Campus Arcoverde da UPE encaminhou mais de cem provocações a órgãos públicos municipais, estaduais e federais (incluindo-se Fundação Palmares e Ministério dos Direitos Humanos).

Em setembro deste ano, alunas do projeto auxiliaram a Defensoria Pública da União na redação das notas técnicas que foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal em razão de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) proposta pela Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq).

“Os dados levantados pela equipe do Ser Quilombola foram mencionados na petição que seguiu para o STF com a finalidade de provocar o Supremo na defesa dos direitos quilombolas durante a pandemia. Esse é, sem dúvida, um resultado extremamente relevante”, destaca Clarissa Marques.

A experiência será contada em um livro que terá artigos dos coordenadores, dos alunos e egressos e também artigos e depoimentos de lideranças quilombolas de Pernambuco. A intenção é divulgar ao máximo a metodologia utilizada para que possa ser aplicada em outros espaços.

Em novembro, o projeto foi apresentado, em reunião virtual, a professores e representantes do governo do México. Uma equipe da Universidade de Brasília também conheceu o Ser Quilombola, que será mostrado na próxima semana, também de forma virtual, a integrantes da Secretaria de Direitos Humanos de Minas Gerais. O convite partiu do próprio governo mineiro, que pretende que a experiência pernambucana auxilie no mapeamento das suas comunidades tradicionais.

O projeto busca fortalecer o ensino da graduação em Direito por meio de práticas de Inovação Pedagógica cujo intuito é proporcionar novas perspectivas na definição das políticas públicas de acesso à justiça.

Com a parceria da Universidade de Pernambuco, foi a primeira vez que a Defensoria Pública da União aplicou o método da escuta de comunidades tradicionais. Embora pesquisas baseadas no método “Caminhos para Justiça” já tenham sido desenvolvidas em diversos países, como Argentina, Colômbia, Austrália, jamais algo semelhante foi realizado no Brasil, o que explica o interesse despertado na comunidade acadêmica nacional e no poder público internacional.  

Mostra fotográfica reúne 65 trabalhos de estudantes, professores e servidores da UPE

 

Imagens registradas durante o período de quarentena por causa da epidemia de Covid-19 integram a 3ª Mostra Fotográfica UPE 2000, que está disponível no site da Universidade de Pernambuco. A iniciativa é da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (Proec).

Ao todo, a mostra é composta de 65 fotos produzidas por 28 participantes, entre estudantes de graduação e pós-graduação, docentes e servidores da UPE integrantes da 6ª Turma da Oficina de Narrativas em Audiovisuais da Proec. As imagens e a lista dos autores podem ser conferidas clicando aqui.

Esta edição foi dividida nas seguintes temáticas: Trabalhos; Afetos; Animais; Flora; Texturas; Luz e Sombra; Internas; e Externas. Percebeu-se um aumento de imagens captadas em ambientes externos, o que motivou uma subdivisão da última temática em: Entardecer/Anoitecer; In natura; Pé na estrada; e Águas que saram.

De acordo com a coordenadora de cultura da Proec, Amália Camara, apesar da oficina ter sido realizada integralmente online, ela já contemplou oportunidades surgidas a partir do gradual retorno de algumas atividades presenciais da Universidade.

Instituto de Ciências Biológicas da UPE abre vagas para mestrado e doutorado em Biologia Celular e Molecular Aplicada

 

O Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco (UPE) abriu seleção para mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular Aplicada (PPGBCMA). Ao todo, são 30 vagas, sendo 15 para cada especialização. De acordo com os editais publicados, os candidatos têm até as 23h59 do dia 11 de fevereiro de 2021 para se inscrever no site http://ppgbcma.upe.br/. A taxa é de R$ 50.

Poderão candidatar-se aos cursos de mestrado e doutorado os graduados na área de Ciências Biológicas ou afins, ou em outras áreas com perfil identificado com a proposta do programa. Por causa das regras sanitárias em vigor, a apresentação das propostas de projetos de pesquisas acontecerá de forma virtual.

Através da plataforma Google Meet, os candidatos defenderão seus projetos entre os dias 22 e 26 de fevereiro de 2021, com início às 8h30, seguindo listagem previamente divulgada.

A análise do currículo enfatizará a experiência acadêmica, a produção científica comprovada, a atuação profissional e a participação em eventos científicos.

O resultado será divulgado no dia 5 de março de 2021. A admissão dos candidatos selecionados se efetivará pela matrícula, que será realizada na Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular Aplicada, entre os dias 8 e 12 de março.